História do Município

Fazendo um breve histórico sobre o município do Mirim Doce, podemos relatar que durante a guerra do Contestado (1912/1916), a localidade era conhecida como Depósito, por ser o local usado para depositar toras de madeira. Conta-se que as tropas do exército traziam mantimentos, armas e outros objetos, daí até o planalto de Curitibanos e Campos Novos, eram os caboclos que faziam o carregamento nas costas. Os antigos moradores afirmavam que por ali também foram carregados os postes que serviram para a linha do telégrafo que passava sobre a serra. Todo o trabalho era feito por esse povo sofrido através da antiga estrada Campinas e passava pela Serra do Facão.

Durante a guerra do Contestado conforme contava o antigo morador Ramiro Goetten, as tropas vinham buscar mantimentos neste "depósito", na época os desbravadores perceberam a existência de uma espécie de abelha mirim que em outras regiões produziam mel azedo e nessa região faziam mel doce, passaram então chamar a localidade de Mirim Doce. A partir do ano 1900, deu-se início a colonização das localidades Pinhalzinho e Paleta com a chegada dos caboclos, um pouco diferente do restante do estado que foi colonizado do mar para a serra, nosso município foi colonizado da serra para o mar, posteriormente em 1921 à chegada de alemães a italianos do litoral.

História da Fazenda

Essa antiga fazenda do inicio do século, foi adquirida por Alfonso Mengarda, vindo depois a passar para Vitório Mengarda, custando na época 100.000,00 (Réis).

As construções formavam uma espécie de vila, daí, o nome tifa Mengarda.

Com o engenho da água gerando a própria energia, o engenho de cana fazendo açúcar mascavo e melado, a cantina para fabricação e engarrafamento de vinho ali produzido, a serraria para a derrubada da floresta e posteriormente o plantio, o arroz plantado em sua parte era beneficiado ali. Plantava-se ainda tabaco e milho, criavam-se porcos e gado de leite e corte, sem contar a caça abundante, parte de tudo era vendido e praticamente só o sal vinha de fora.

Várias famílias descendentes ainda moram ali.

A fazenda esteve na rota do tropeiro e da Guerra do Contestado. Contava Vitório Mengarda, que vários tropeiros vindos da região serrana de Santa Catarina pediam "pouso" na região, motivo pelo qual foi construído um fogo de chão todo em taipa de pedra, assim como o museu e o restaurante para simbolizar essa época.

Foi descoberto na propriedade uma oca, o que relata a existência, no passado, da tribo Xocleng na região, sendo que até hoje são encontrados artefatos indígenas.

História do Projeto

Em 1996, os netos de Vitório Mengarda, filhos de Dário e Nair Mengarda, atuais proprietários, notaram que se tratava de uma das mais ricas e belas regiões culturais do estado, e que deveriam explorar e levar ao conhecimento de todos que a cultura pré-hitórica funde-se com período colonial. O relevo da região é montanhoso, tem formas interessantes como o morro do funil que é o formato de um vulcão, com 1.064 metros de altitude sendo um dos mais alto do estado Catarinense, existe ainda vários rios, cachoeiras, grutas e uma fauna e flora exuberante.

Há dois anos, o proprietário vem fazendo um intenso e delicado trabalho de restauração e construção de casas de pedra. Falta ainda recuperar a construção da antiga sede da fazenda, todo este acréscimo obedece às linhas da arquitetura colonial italiana.

Dessa forma, hoje Mirim Doce representa um grande potencial turístico, entretanto já se tornou realidade várias rotas turísticas, projetos que contam como apoio de Prefeituras e Órgãos Públicos do Alto Vale do Itajaí. Tudo vem se formando aos arredores da Pousada Rural Engenho Velho, onde se vêem aliados turismo histórico, ecológico, paleontológico e turismo rural.

Venha curtir um fim de semana.